Sítio cerâmico é identificado no vale do Rio Marrecas, estado do Paraná

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Área receberá a implantação de uma linha de distribuição de energia

Ambiente propício para o estabelecimento de grupos humanos, a região do vale do Rio Marrecas conta com recursos naturais essenciais para o desenvolvimento da vida. A oferta de água em abundância, terras férteis e recursos alimentares como peixes e animais serviram de atrativo para assentamentos desde o passado remoto.

Isso pode ser comprovado pela presença de um sítio arqueológico, testemunho material destas ocupações, identificado durante o desenvolvimento da etapa de avaliação de impacto ao patrimônio arqueológico na área de implantação da Linha de Distribuição de Alta Tensão 138 kV PCH Paredinha – SE Faxinal da Boa Vista, empreendimento do setor elétrico a ser instalado no município de Turvo, Estado do Paraná.

Ao percorrer a área de alto potencial arqueológico, formada por uma colina de topo alongado, distante cerca de 120 metros do Rio Marrecas, os arqueólogos detectaram vestígios materiais dispersos sobre a superfície do terreno. Após análise inicial, o sítio arqueológico à céu aberto foi caracterizado como pré-colonial, composto por fragmentos de cerâmica associados aos grupos horticultores que habitaram esta região no passado, os quais utilizavam as vasilhas feitas de cerâmica na realização de suas tarefas diárias, como preparar e servir alimentos e armazenar água.

Em atendimento à Instrução Normativa do IPHAN nº 001/2015, essa etapa da pesquisa resultou na identificação do Sítio Arqueológico Paredinha 01, mostrando a eficácia da metodologia de pesquisa de campo composta pela execução de linhas de caminhamento, observação dos elementos que compõem a paisagem e a escavação de poços-teste.

Afim de socializar os resultados junto à comunidade, com a intenção de despertar o interesse pelo tema e a necessidade de preservação do patrimônio arqueológico, foram realizadas atividades de esclarecimento e divulgação da pesquisa junto aos moradores das áreas mais próximas ao empreendimento. Nestas atividades, foram prestadas informações, destacando-se a necessidade da realização de estudos e a preservação dos sítios arqueológicos. Na oportunidade, foram distribuídos materiais didático-informativos, compostos por dois folders, um com conteúdo referente às etapas da pesquisa arqueológica no contexto dos processos de licenciamento ambiental e outro contendo informações sobre os principais aspectos culturais que envolvem os grupos humanos que habitaram o planalto meridional brasileiro antes da chegada dos europeus.

Outra forma de compartilhar o conhecimento gerado nesta pesquisa, consiste na publicação desta matéria jornalística nas redes sociais da Espaço Arqueologia (Site, Facebook e Instagram), de forma que o público em geral, principalmente os estudantes, possam ter acesso às informações alcançadas com a pesquisa.