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28 de março de 2019
Patrimônio Arqueológico é mapeado na região central do Paraná
18 de março de 2019
Arqueologia no centro-sul do Paraná
11 de março de 2019
Pesquisa arqueológica no litoral norte de Santa Catarina
8 de março de 2019
Pesquisa Arqueológica em Tubarão – SC: cartografia como ferramenta para compreensão das mudanças na paisagem
28 de fevereiro de 2019
Espaço Arqueologia recebe professor italiano
28 de fevereiro de 2019
Prospecção arqueológica e Educação Patrimonial no sudoeste do Paraná
28 de fevereiro de 2019
Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico na região centro-sul do Paraná
21 de fevereiro de 2019
Políticas ambientais e práticas de preservação em Itapoá – SC
4 de fevereiro de 2019
Pesquisa da Espaço Arqueologia contempla região da Baía da Babitonga
Desde longa data, pesquisadores de grupos humanos no passado conhecem a fatia central do Estado do Paraná por seu alto potencial arqueológico. Região dotada de recursos hídricos em abundância, com existência de grandes rios e ambientes de terraços fluviais com fontes de matéria-prima como afloramentos de rochas de boa qualidade para o talhe, este ambiente reúne elementos propícios à ocupação humana desde tempos remotos.
Neste cenário, equipes de arqueólogos da Espaço Arqueologia evidenciaram a existência de um rico patrimônio arqueológico. Foram identificados 20 sítios e 9 áreas de ocorrência de material arqueológico nas áreas previstas para a implantação da Pequena Central Hidrelétrica (PCH) Muquilão, empreendimento que será instalado no curso dos rios Muquilão e Corumbataí, abrangendo porções territoriais dos municípios paranaenses de Iretama, Nova Tebas e Jardim Alegre.
O conjunto de vestígios materiais encontrados é composto por artefatos elaborados a partir do emprego das técnicas de lascamento de material rochoso, tendo como principal matéria-prima o arenito-silicificado, encontrado geralmente em afloramentos nas margens dos rios. Além disso, a equipe de pesquisadores identificou sítios arqueológicos compostos por fragmentos de material cerâmico, associados aos grupos indígenas Kaingang e Guarani, os quais ocupavam esta região antes do processo de colonização.
Diante do patrimônio arqueológico revelado, as equipes visitaram comunidades próximas das áreas de influência do empreendimento para realizar ações de esclarecimento e divulgação dos resultados obtidos nesta pesquisa. No decorrer das atividades, alguns participantes relataram que encontraram ou ouviram falar de pessoas que já encontraram materiais arqueológicos nesta região. Todos que colaboraram nesta atividade receberam dois materiais didático-informativos, sendo um folder tratando das etapas da pesquisa arqueológica no âmbito de empreendimentos em fase de obtenção das licenças ambientais, bem como, um segundo folder, abordando informações teóricas e gráficas acerca dos principais grupos humanos que ocuparam o planalto meridional brasileiro no passado. Estas ações objetivaram promover a socialização dos resultados das pesquisas arqueológicas junto às comunidades situadas nas áreas mais próximas ao empreendimento, despertando o interesse pelo tema e a necessidade de preservação do patrimônio arqueológico.
Assim, após a avaliação do relatório de pesquisa pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), uma nova etapa de pesquisa deverá ser realizada futuramente. O Programa de Gestão do Patrimônio Arqueológico envolve o salvamento do patrimônio arqueológico identificado nas áreas de instalação do empreendimento, monitoramento arqueológico e o desenvolvimento de um Projeto Integrado de Educação Patrimonial, tendo como foco o rico patrimônio arqueológico identificado na pesquisa.









