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2 de fevereiro de 2017
Arqueologia Histórica
1 de fevereiro de 2017
Equipe da Espaço Arqueologia investiga região de Rondônia
23 de dezembro de 2016
Projeto Integrado de Educação Patrimonial, na área de implantação da linha de transmissão 230 KV Figueira.
22 de dezembro de 2016
Projeto Integrado de Educação Patrimonial, na área de implantação da Linha de Transmissão 230 kV Figueira.
21 de dezembro de 2016
Projeto Integrado de Educação Patrimonial, na área de implantação da Linha de Transmissão 230 kV Figueira
20 de dezembro de 2016
Projeto Integrado de Educação Patrimonial é realizado na área de implantação da Linha de Transmissão 230 kV Figueira – Ponta Grossa Norte
19 de dezembro de 2016
Espaço arqueologia promove minicurso para profissionais que atuam no Parque Estadual do Guartelá (PR)
6 de dezembro de 2016
Pesquisas no Vale do Paranapanema
14 de outubro de 2016
Pesquisa de avaliação de impacto ao Patrimônio Arqueológico – Jardim Ilha Maiorca
Após a análise do material resgatado do sítio Colocação Rio Pardo 1, a equipe da Espaço Arqueologia confirmou que sua cultura material é decorrente da atividade de extração de látex – seiva da seringueira (Hevea brasiliensis) -, locais também chamados de seringais ou colocações. Os seringais são o símbolo máximo de um dos ciclos econômicos mais importantes da história recente do Brasil, conhecido como o ciclo da borracha.
Das nove marcas comerciais identificadas em seus artefatos, apenas uma é de origem nacional, as demais têm origem em países como: Holanda (2 marcas), França (2 marcas), Estados Unidos (2 marcas), Portugal (1 marca) e Irlanda (1 marca). Uma investigação aprofundada, acerca dos objetos encontrados, permite estimar uma cronologia relativa para o sítio, abrangendo cerca de 40 anos, entre 1880 e 1920.
A presença de produtos originários de tantos países diferentes é consequência da expansão de um comércio internacional de artigos industrializados, que via no Brasil um mercado consumidor crescente. No final do século XIX, na região centro-oeste de Rondônia, esses produtos chegavam aos trabalhadores dos seringais, quase sempre por meio de trocas por matérias-primas como a borracha. Um comércio na forma de escambo, que servia como um dos meios de exploração do trabalho do seringueiro.
Por meio de alguns objetos também foi possível identificar aspectos da vida cotidiana neste ambiente, como a presença de mulheres, indicada por recipientes de maquiagem e produtos de beleza, e de possíveis enfermidades, como a malária e doenças ulcerosas, como a leishmaniose e a sífilis, por meio de garrafas de medicamentos.
Se faz necessária a preservação e pesquisa em outros sítios históricos decorrentes da exploração da borracha, a fim de consolidar um panorama histórico capaz de demonstrar de maneira concreta os vários eventos que fizeram parte do ciclo da borracha, momento histórico tão relevante na vida de milhares de pessoas e para a economia do Brasil.







