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4 de fevereiro de 2019
Pesquisa arqueológica no vale do Rio Marrecas
31 de janeiro de 2019
Janeiro de 2019: um mês de imersão em Arte Rupestre
25 de janeiro de 2019
Arqueologia na região metropolitana de Curitiba
8 de janeiro de 2019
Arqueóloga especialista em Arte Rupestre chega ao Brasil
19 de dezembro de 2018
Atividades internas marcam fim de ano na Espaço Arqueologia
7 de dezembro de 2018
Projeto de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico é realizado no litoral norte de Santa Catarina
3 de dezembro de 2018
Projeto de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico é realizado na região metropolitana de Curitiba
26 de novembro de 2018
Últimas aulas da Pós-Graduação em Arqueologia com Marlon Borges Pestana
14 de novembro de 2018
Artefatos em pedra lascada são encontrados nas margens do Rio Santana
O curso do Rio Marrecas transcorre sobre uma região geográfica que apresenta aspectos comuns às terras altas do sul do Brasil, conhecido como Planalto Meridional Brasileiro. Contando com altitudes que variam entre 500 e 1200 metros, a estrutura do relevo onde foi realizada a pesquisa é conhecida na literatura como Terceiro Planalto Paranaense, que, por sua vez, abrange diversas subunidades, entre as quais está o Planalto do Pitanga/Ivaiporã. Por ser uma região de alto potencial arqueológico, já foram identificados diversos sítios arqueológicos, principalmente relacionados aos grupos caçadores-coletores e indígenas pertencentes à família linguística Jê meridional.
Nesta região está localizado Turvo, município que tem seu território cortado pelo Rio Marrecas, sendo também conhecido por possuir uma das maiores reservas nativas de pinheiro do Paraná, cientificamente conhecida por Araucária Angustifolia.
Foi neste ambiente, que a equipe de pesquisadores da Espaço Arqueologia colocou em prática o projeto de prospecção arqueológica, especificamente nas áreas de implantação/ampliação da Pequena Central Hidrelétrica (PCH) Boa Vista II. A etapa é prevista na Portaria do IPHAN nº 230/2002, referente as ações de caminhamento para verificação da superfície do terreno e a escavação de poços-teste com cavadeira articulada para a investigação da subsuperfície. O objetivo principal nesta etapa de pesquisa consiste em procurar por vestígios que possam levar a identificação de sítios arqueológicos. No entanto, após a realização das atividades descritas, nenhum vestígio arqueológico foi identificado na área da PCH Boa Vista II.
Outra atividade relevante realizada no âmbito desta pesquisa, consistiu na realização das ações de esclarecimento e divulgação da pesquisa junto aos colaboradores que trabalham nas imediações do empreendimento. Nas atividades foram prestados esclarecimentos sobre a pesquisa em curso, bem como, foram distribuídos materiais didático-informativos com conteúdo voltado para o desenvolvimento das pesquisas arqueológicas no âmbito dos processos de licenciamento ambiental e a importância da preservação do patrimônio arqueológico.
Durante o mês de fevereiro de 2019 acontece a realização de atividades de Educação Patrimonial com os alunos de uma escola próxima à área da PCH Boa Vista, com objetivo de comunicar à comunidade escolar da região sobre a realização desta pesquisa, contribuindo desta forma para o conhecimento e a necessidade de preservação do patrimônio cultural.









