Os estudos realizados até o momento indicam um processo de ocupação humana que se inicia por volta de 11 mil anos A.P., na transição do Pleistoceno com o Holoceno, com grupos caçadores-coletores. No Holoceno tardio, por volta de 2 mil anos A.P., têm-se as primeiras ocupações empreendidas por povos horticultores, os quais permaneceram na região até o início do processo de colonização. Trata-se, portanto, de um contexto cultural e cronológico complexo, que ainda carece de estudos para sua melhor compreensão.
Partindo desse contexto, e tendo como base os principais tipos de sítios arqueológicos verificados na região, a equipe executou as prospecções sobre a área do estudo. Tais prospecções ocorreram por meio de caminhamentos sistemáticos (prospecção de superfície) e escavação de poços-teste (prospecção subsuperficial).
Como resultado, não foram identificados vestígios ou contextos arqueológicos.
Ampliando as estratégias de investigação, foram contatados moradores locais, a fim de verificar se esses tinham conhecimento a respeito da existência de sítios ou evidências no local da pesquisa e seu entorno. Da mesma forma, as informações foram negativas quanto à presença de sítios arqueológicos na área.
Além da coleta de informações com a comunidade, também foi promovida a divulgação da pesquisa e a prestação de esclarecimentos a respeito do patrimônio arqueológico e dos estudos desenvolvidos.
Desse modo, no que tange ao patrimônio arqueológico, não haverá óbices para a implantação do empreendimento.
Cabe destacar que o estudo executado visa o cumprimento da Lei nº 3.924/61 (Lei de Proteção aos Sítios Arqueológicos) e da Lei nº 9.605/98 (Lei de Crimes Ambientais).