Pesquisa arqueológica em Curitiba/PR

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Em fevereiro de 2026, nossa equipe esteve em Curitiba para executar os estudos de campo referentes ao Programa de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico de um empreendimento imobiliário.

A área, de aproximadamente 35 hectares, está localizada a oeste da malha urbana de Curitiba e atualmente é utilizada para o cultivo de grãos.

Cortada por pequenos cursos d'água e caracterizada por seu relevo ondulado, esta foi considerada de alto potencial arqueológico, visto que tais aspectos naturais são normalmente verificados em locais onde são identificados sítios arqueológicos na região.

Em toda a região metropolitana de Curitiba, há mais de uma centena de sítios arqueológicos registrados, entre os quais constam sítios pré-coloniais e históricos.

Os estudos realizados até o momento indicam um processo de ocupação humana que se inicia por volta de 11 mil anos A.P., na transição do Pleistoceno com o Holoceno, com grupos caçadores-coletores. No Holoceno tardio, por volta de 2 mil anos A.P., têm-se as primeiras ocupações empreendidas por povos horticultores, os quais permaneceram na região até o início do processo de colonização. Trata-se, portanto, de um contexto cultural e cronológico complexo, que ainda carece de estudos para sua melhor compreensão.

Partindo desse contexto, e tendo como base os principais tipos de sítios arqueológicos verificados na região, a equipe executou as prospecções sobre a área do estudo. Tais prospecções ocorreram por meio de caminhamentos sistemáticos (prospecção de superfície) e escavação de poços-teste (prospecção subsuperficial).

Como resultado, não foram identificados vestígios ou contextos arqueológicos.

Ampliando as estratégias de investigação, foram contatados moradores locais, a fim de verificar se esses tinham conhecimento a respeito da existência de sítios ou evidências no local da pesquisa e seu entorno. Da mesma forma, as informações foram negativas quanto à presença de sítios arqueológicos na área.

Além da coleta de informações com a comunidade, também foi promovida a divulgação da pesquisa e a prestação de esclarecimentos a respeito do patrimônio arqueológico e dos estudos desenvolvidos.

Desse modo, no que tange ao patrimônio arqueológico, não haverá óbices para a implantação do empreendimento.

Cabe destacar que o estudo executado visa o cumprimento da Lei nº 3.924/61 (Lei de Proteção aos Sítios Arqueológicos) e da Lei nº 9.605/98 (Lei de Crimes Ambientais).
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