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29 de novembro de 2017
Arqueólogos encontram seis sítios no sul de Santa Catarina
24 de novembro de 2017
Pesquisadora da Espaço Arqueologia participa de seminário acadêmico em pós-graduação Stricto Sensu
23 de novembro de 2017
Novas pesquisas arqueológicas são realizadas no centro-sul paranaense
22 de novembro de 2017
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16 de novembro de 2017
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7 de novembro de 2017
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25 de outubro de 2017
Arqueólogo do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional ministra aulas na FUCAP
11 de outubro de 2017
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Uma região de alto potencial arqueológico pode ser caracterizada, dentre outros fatores, por um relevo ondulado, vegetação e recursos hídricos abundantes. Esta foi a conformação ambiental encontrada entre os municípios de Grão-Pará e Braço do Norte, durante o desenvolvimento de pesquisa arqueológica na região, revelando uma ocupação bastante densa de grupos que ali viveram antes da chegada dos colonizadores.
Em outubro de 2017, a equipe da Espaço Arqueologia realizou estudos na área localizada na encosta sul de Santa Catarina, na será implantado um empreendimento de mineração. A metodologia utilizada para o desenvolvimento da pesquisa pautou-se na realização de entrevistas com moradores da comunidade, assim como caminhamentos sistemáticos sobre a área diretamente afetada e área de influência direta do empreendimento. Houve também a perfuração de 193 poços-teste para averiguação do subsolo.
Como resultado, seis sítios arqueológicos líticos inéditos, compostos por materiais polidos e lascados foram mapeados. Alguns artefatos, que corriam risco iminente por causa da ação do arado, foram levados para laboratório e passaram por higienização, catalogação e análise da equipe especializada. O material examinado refere-se aos sítios Rio Cachoeirinhas 1, 2 e 3.
Comumente, os trabalhadores rurais encontram vestígios materiais associados às populações pré-coloniais nas áreas de plantio agrícola, como mãos-de-pilão, lâminas de machado, e pontas de projétil. Por chamarem a atenção, os agricultores acabam guardando em suas casas esses fragmentos da história.
Entrevistas com os agricultores indicaram o confronto entre índios e colonizadores na região entre os séculos XIX e XX. Essas histórias passaram de pai para filho, e tais evidências reforçam a importância do trabalho de divulgação e extroversão da pesquisa arqueológica para a proteção do patrimônio cultural nesses locais.
A fim de aproximar a pesquisa científica da comunidade escolar, a equipe de campo realizou visitas nas escolas mais próximas da área estudada, fornecendo informações que auxiliam no estudo da história local.









