Colaborador recebe título de mestre em Arqueologia Pré-Histórica e Arte Rupestre

Formação faz parte de parceria acadêmica entre Brasil e Portugal.

Em 2017, a Espaço Arqueologia e a Faculdade Capivari estabeleceram parceria acadêmica com instituições portuguesas de referência na pesquisa em arqueologia e patrimônio cultural. Dois anos depois, podemos destacar resultados relevantes para a comunidade acadêmica.

O arqueólogo Oscar Pozzebon, colaborador da Espaço Arqueologia desde 2014, recebeu o título de pós-graduado em Arqueologia no Brasil, e o próximo passo foi dar continuidade à sua formação ao ingressar no mestrado em Arqueologia Pré-Histórica e Arte Rupestre do Instituto Politécnico de Tomar (IPT), Portugal.

Além de Tomar, a cidade dos templários, as aulas se desenrolaram no Instituto Terra e Memória (ITM) e Museu de Arte Pré-Histórica de Mação, vila pertencente ao município de Santarém, e na Universidade de Coimbra. A experiência envolveu escavações em campo, análise em laboratório e trocas culturais com estudantes de todo o mundo. Segundo Oscar “poder estar junto e aprender com grandes nomes da arqueologia, pessoas que você cresceu lendo, foi algo sensacional. Mas não só isso, poder morar, mesmo que brevemente, em outro país, conhecer e vivenciar diferentes culturas é uma experiência enriquecedora. Foi realmente espetacular e um grande aprendizado, deixará saudades”. O estudante ingressou no curso em 05 de outubro de 2017, tendo a defesa da tese perante a banca julgadora, seguida de aprovação, em 14 de dezembro de 2019.

O mestrado, contempla a parceria entre as instituições citadas, além de fazer parte do projeto de estudos internacional Eramus Mundos, que conta com professores gabaritados na grade multidisciplinar que o curso se ancora, sendo alguns deles: George Nash (Inglaterra), Luiz Oosterbeek e Sara Garcês (Portugal), Hipólito Colado (Espanha), Stefano Grimaldi e Pierluigi Rosina (Itália).

Para, Raul Novasco, coordenador do próximo curso de pós-graduação em Arqueologia que inicia em fevereiro de 2020, “esta é uma oportunidade ímpar de ampliar o know-how dos profissionais da área, possibilitando que novas soluções sejam pensadas para a realidade da arqueologia brasileira“.