Equipe desenvolve novos estudos arqueológicos na capital do Mato Grosso do Sul

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Estudos arqueológicos, etnográficos e etno-históricos dos últimos 100 anos demonstram a diversidade cultural do Mato Grosso do Sul.

O Pantanal e o Cerrado, biomas que cobrem o estado, vem sendo ocupados há milhares de anos por diferentes populações humanas. Em contextos cronológicos e geográficos distintos, essas populações vivenciaram seus territórios e, com isso, desenvolveram seus modos de vida e sua cultura material.

As pesquisas arqueológicas, por muito tempo focadas no Pantanal e na região nordeste do Mato Grosso do Sul, hoje, com a contrinuição dos estudos de Arqueologia Preventiva, já abrangem todo o Estado, e permitiram o registro de mais de 400 sítios arqueológicos.

Na capital Campo Grande, estão registrados na base de dados do Iphan, até o fechamento dessa nota, 18 sítios arqueológicos de diferentes tipologias. Além dos sítios arqueológicos, também há 18 imóveis de valor histórico em processo de estudo para acautelamento do órgão.

É consenso entre arqueólogos(as) e pesquisadores(as) das diferentes áreas do Patrimônio Cultural, que os números encontrados nas bases de dados não refletem a densidade e o potencial arqueológico/patrimonial do Brasil. Por isso, os estudos preventivos, associados aos processos de licenciamento ambiental são necessários para mapear os diferentes bens e atuar em sua valorização e salvaguarda.

Nesse sentido, a equipe da Espaço Arqueologia realizou estudos sobre uma área do município de Campo Grande, em que serão instalados empreendimentos imobiliários. As pesquisas tiveram como objetivo verificar a existência de sítios ou evidências nos locais afetados pelos empreendimentos e, com isso, avaliar o impacto que sua instalação pode gerar ao patrimônio arqueológico.

Para isso, foram executados caminhamentos intensivos e escavados poços-teste sistemáticos e amostrais em toda a área do estudo. Como resultado, não foram identificados vestígios e sítios arqueológicos nas áreas pesquisadas.

Vale destacar que os estudos realizados representam o cumprimento da Lei n° 3924/61, que proíbe a destruição de sítios arqueológicos, e respeita as orientações da Instrução Normativa n° 01/2015, do Iphan, que regulamenta os procedimentos e estudos arqueológicos desenvolvidos no âmbito de processos de Licenciamento Ambiental.
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