Pesquisadores revisitam sítios arqueológicos mapeados na década de 1970

Pesquisa Arqueológica em Itapoá
25 de março de 2024
Saber das benzedeiras de Florianópolis é patrimônio cultural imaterial
3 de abril de 2024

Espaço Arqueologia atualizou informações em projeto de recadastramento no oeste do Paraná

Desde meados do ano de 2023 a equipe da Espaço Arqueologia está envolvida em um projeto de recadastramento de sítios arqueológicos registrados nos municípios de Campina da Lagoa e Ubiratã, região oeste do estado do Paraná.

Os sítios arqueológicos – um total de 16 – foram mapeados entre os anos de 1970 e 1971 pelo pesquisador Prof. Igor Chmyz, um dos pioneiros da Arqueologia no Paraná e no Brasil. Juntamente com a equipe do Centro de Ensino e Pesquisas Arqueológicas (CEPA), vinculado à Universidade Federal do Paraná, Igor Chmyz visitou comunidades rurais dos municípios e registrou mais de 20 sítios arqueológicos, muitos deles compostos por casas subterrâneas e aterros, ambos associados à Tradição arqueológica Itararé-Taquara.

No início da década de 1970, quando os pesquisadores mapearam os sítios, o processo de abertura da mata para o plantio de larga escala estava em estágio inicial e, conforme a equipe registra em suas fichas de campo, muitas das áreas eram utilizadas para o plantio de feijão.

A pesquisa realizada há mais de 50 anos pela equipe do CEPA merece destaque ainda hoje pois, com ela, foram registrados e escavados sítios que serviram como base comparativa para as pesquisas realizadas nas décadas seguintes.

Destacam-se as informações obtidas nas escavações realizadas sobre o sítio Carajá I (PR-UB-04), que contribuíram para o entendimento sobre a composição de sítios da Tradição Itararé-Taquara que abrigam estruturas de diferentes tipologias e funções. O sítio, formado por um grande aterro circular e seis casas subterrâneas, é datado de 855 AP (antes do presente).

Atualmente, poucos são os vestígios ainda presentes nas áreas dos sítios, inclusive do sítio Carajá I.

Com as atividades de recadastramento, nossa equipe constatou que os conjuntos de casas subterrâneas e aterros deram lugar às áreas de plantio mecanizado e, hoje, não são mais visíveis no terreno. Contudo, a iniciativa do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em solicitar o seu recadastramento representa os esforços do órgão em georreferenciar os sítios arqueológicos e obter informações atualizadas sobre seu grau de integridade e composição para, com isso, atuar na gestão desse Patrimônio Arqueológico.

Para mais informações sobre a pesquisa realizada pela equipe do CEPA e coordenada pelo Prof. Igor Chmyz, publicado em 1971 pelo pesquisador em co-autoria com a arqueóloga Zulmara Sauner, clique aqui.
SOLICITE ORÇAMENTO