Um dos métodos consiste na realização de caminhamentos intensivos e sistemáticos na área, com os quais a equipe faz o reconhecimento do local e avalia seu potencial arqueológico. Com os caminhamentos, também são encontrados sítios arqueológicos compostos por estruturas que se destacam na paisagem e os mais discretos, compostos por concentrações de artefatos em superfície ou antigos pisos de ocupação, onde a coloração escurecida assumida pelo solo denuncia sua origem antrópica.
Em complemento aos caminhamentos, são escavados poços-teste projetados sob malhas regulares. Esses poços-teste são feitos a partir do uso de cavadeiras articuladas e permitem a identificação de vestígios depositados em subsuperfície, além de prover informações necessárias para caracterizar os sítios quanto à sua estratigrafia.
No caso em questão, toda uma área de 20 hectares foi sistematicamente percorrida por meio de caminhamentos, e 76 poços-teste foram escavados.
Também foram realizadas conversas com os moradores locais, aos quais se perguntou se já haviam encontrado ou ouvido falar sobre a identificação de alguma evidência arqueológica na área da pesquisa e seu entorno.
Como resultado do estudo, não foram encontrados vestígios arqueológicos e, por isso, a área foi considerada apta para a implantação do empreendimento no que tange ao seu potencial impacto ao patrimônio arqueológico.
Cabe destacar que estudos de arqueologia preventiva como esses são instrumentos de gestão que têm como objetivo a salvaguarda e valorização do patrimônio cultural.