Aproveitamento hidrelétrico do médio curso do Rio Areia é objeto de estudo arqueológico.

O estudo encerra uma sequência de três projetos desenvolvidos entre o baixo e o médio curso deste afluente do Rio Iguaçu.

A execução do Projeto de Avalição de Impacto ao Patrimônio Arqueológico na área prevista para a instalação da PCH Burro Branco encerra a sequência de três estudos desenvolvidos pela Espaço Arqueologia no vale do Rio Areia, desde o baixo até seu médio curso.

A avaliação foi executada para atender os programas de estudos ambientais necessários ao Licenciamento de empreendimentos de naturezas diversas, sendo que, no caso da Arqueologia, as diretrizes a serem respeitadas são estabelecidas pela Instrução Normativa IPHAN n° 001/2015.

O vale do Rio Areia tem início nas terras altas que dividem o Segundo e o Terceiro Planalto Paranaense, e se estende até a margem direita do rio Iguaçu. Seu alto potencial arqueológico já foi demonstrado por pesquisas realizadas nas décadas de 1970 e 1980, em decorrência da instalação da UHE Foz do Areia. Na ocasião, mais de uma dezena de sítios arqueológicos foram mapeados apenas no município de Cruz Machado, demonstrando que a região foi ocupada por diferentes grupos culturais no período pré-colonial.

É comum encontrar nas margens dos principais rios, como o Areia e o Iguaçu, sítios arqueológicos compostos por fragmentos de cerâmica associados às populações Jê e às populações Guarani, além de contextos mais antigos, formados por artefatos líticos produzidos por povos caçadores-coletores, que habitaram essa região há milhares de anos.

Na análise realizada na área da PCH Burro Branco nenhum sítio arqueológico foi encontrado, contudo, isso não diminui a importância da pesquisa realizada e da área investigada, para a continuidade dos estudos arqueológicos dessa região.

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