Já quanto ao sílex, trata-se de uma matéria-prima que não está disponível em afloramentos no litoral de Santa Catarina e raramente é encontrada em bancos de seixos. Isso leva a crer que o sílex utilizado para a produção dos artefatos encontrados tenha sido obtido na encosta da serra, provavelmente nas cabeceiras do rio Itapocu ou no alto curso dos rios tributários do rio Itajaí-Açu.
As evidências foram encontradas em uma área impactada e sem um contexto associado (pisos de ocupação, estruturas de combustão etc.); contudo, o conjunto pode ser classificado como parte de uma mesma indústria lítica.
Torquato destaca, ainda, que há poucos registros de sítios ou acervos arqueológicos associados aos caçadores-coletores no Litoral Norte de Santa Catarina, o que aumenta a relevância desse achado.
No momento, os bens arqueológicos móveis encontrados estão passando pelo processo de curadoria e análise e, em breve, mais informações sobre seus aspectos tecno-funcionais poderão ser obtidas e socializadas.
Por fim, cabe destacar que os materiais foram identificados no âmbito de um projeto de arqueologia preventiva, que busca o atendimento às Leis n° 3.924/61 e 9.605/98, e segue os procedimentos administrativos fixados pela Instrução Normativa IPHAN n° 01/2015.