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Em janeiro de 2026, foram concluídas as atividades de escritório e campo associadas ao programa de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico nas áreas que serão afetadas por obras de implantação de dispositivos de acesso e retorno na rodovia SP-330, no município de Jundiaí, estado de São Paulo.

Os trabalhos de escritório se concentraram na execução de levantamentos bibliográficos a respeito do contexto arqueológico e etno-histórico regional, contribuindo para as definições sobre o potencial arqueológico das áreas investigadas. Nos levantamentos realizados, também foi possível obter informações a respeito das características e condições de conservação dos sítios arqueológicos mapeados no município de Jundiaí.

Entre os sítios registrados (quatro, no total), tem destaque o sítio arqueológico “Museu”, que corresponde à área externa situada aos fundos do edifício conhecido como Solar do Barão, localizado no Centro Histórico do município de Jundiaí. A edificação teve sua construção iniciada na década de 1790, configurando-se como uma residência urbana vinculada ao contexto histórico de ocupação associado às elites agrárias regionais. O nome Solar do Barão refere-se a Antônio de Queiroz Telles, figura histórica relacionada à aristocracia cafeeira e canavieira do interior do estado de São Paulo.

As atividades de campo, por sua vez, consistiram na realização de prospecções de superfície e subsuperfície nas áreas que serão afetadas pelas obras. Foram 87 poços-teste escavados, além da execução de caminhamentos sistemáticos e intensivos ao longo de todas as poligonais.

Como resultado, constatou-se que as áreas apresentam grande alteração devido à construção e operação dos dispositivos que já compõem a rodovia, sendo que boa parte das áreas prospectadas correspondem a aterros ou cortes no terreno, decorrentes de obras de décadas atrás.

Também vale destacar que não foram identificados vestígios arqueológicos no decorrer das prospecções executadas.

Além das prospecções, durante a mobilização de campo, foi realizada visita ao sítio arqueológico “Museu”, bem como, ações de esclarecimento e divulgação dos bens acautelados com a comunidade local.

Todas as ações executadas no programa de investigação desenvolvido no município de Jundiaí tiveram como objetivo o cumprimento da Lei nº 3.924/61, que protege os sítios arqueológicos, a partir dos procedimentos técnicos e administrativos previstos na Instrução Normativa IPHAN nº 001/2015.
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