O estudo consistiu na realização de prospecções de superfície e subsuperfície sobre a área pretendida pelo empreendimento. As prospecções de superfície envolveram caminhamentos sistemáticos, varreduras e exploração oportunística de superfícies e perfis expostos. Por outro lado, as prospecções de subsuperfície corresponderam a intervenções feitas no solo a partir da escavação de poços-teste com trados manuais, com profundidade mínima de 100 cm.
A partir da aplicação das técnicas de pesquisa, não foram encontrados vestígios arqueológicos na área pesquisada; portanto, não há impeditivos, do ponto de vista da salvaguarda do patrimônio arqueológico, para a sequência dos trâmites de implantação do empreendimento.
Além das prospecções, foram realizadas conversas com moradores locais, os quais informaram ter conhecimento sobre a existência de sítios arqueológicos na região, principalmente os sambaquis. Esses populares associam tal conhecimento aos projetos de educação ambiental e patrimonial desenvolvidos nos processos de licenciamento que envolvem o Porto de Itapoá e a infraestrutura que o acompanha.
Ao mesmo tempo em que as conversas ocorriam, a equipe prestou esclarecimentos sobre o contexto arqueológico regional e a execução da pesquisa, além de divulgar a existência dos sítios arqueológicos no município de Itapoá. Tais ações tiveram como objetivo o cumprimento da Lei n° 3.924/1961, que dispõe sobre a salvaguarda do patrimônio arqueológico brasileiro, e da Lei de Crimes Ambientais (n° 9.605/1998).