Estudo de caso na localidade de Pontal, Itapoá/SC

Patrimônio Arqueológico no Leste Mineiro: estudos no Rio Suaçuí Grande
27 de fevereiro de 2026
 

Na arqueologia, o litoral norte de Santa Catarina é reconhecido pela grande densidade de sambaquis, situados no entorno da Baía da Babitonga e ao longo das áreas de recuo da linha de costa atual.

São Francisco do Sul, Araquari e Joinville se destacam por abrigarem em seus territórios os sambaquis monumentais e mais bem pesquisados até então.

Itapoá, também situada na Baía da Babitonga, possui 16 sambaquis mapeados em seu território. Muitos destes foram registrados no século passado por meio das pesquisas do Pe. João Alfredo Rohr.

Além dos sambaquis, também compõem o contexto arqueológico regional os sítios históricos associados às populações caiçaras e afrodescendentes. Nesse contexto, nossa equipe desenvolveu um estudo de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico na área de um empreendimento imobiliário situado na localidade de Pontal.

O estudo consistiu na realização de prospecções de superfície e subsuperfície sobre a área pretendida pelo empreendimento. As prospecções de superfície envolveram caminhamentos sistemáticos, varreduras e exploração oportunística de superfícies e perfis expostos. Por outro lado, as prospecções de subsuperfície corresponderam a intervenções feitas no solo a partir da escavação de poços-teste com trados manuais, com profundidade mínima de 100 cm.

A partir da aplicação das técnicas de pesquisa, não foram encontrados vestígios arqueológicos na área pesquisada; portanto, não há impeditivos, do ponto de vista da salvaguarda do patrimônio arqueológico, para a sequência dos trâmites de implantação do empreendimento.

Além das prospecções, foram realizadas conversas com moradores locais, os quais informaram ter conhecimento sobre a existência de sítios arqueológicos na região, principalmente os sambaquis. Esses populares associam tal conhecimento aos projetos de educação ambiental e patrimonial desenvolvidos nos processos de licenciamento que envolvem o Porto de Itapoá e a infraestrutura que o acompanha.

Ao mesmo tempo em que as conversas ocorriam, a equipe prestou esclarecimentos sobre o contexto arqueológico regional e a execução da pesquisa, além de divulgar a existência dos sítios arqueológicos no município de Itapoá. Tais ações tiveram como objetivo o cumprimento da Lei n° 3.924/1961, que dispõe sobre a salvaguarda do patrimônio arqueológico brasileiro, e da Lei de Crimes Ambientais (n° 9.605/1998).
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