Arqueologia em Barra Velha, litoral norte de Santa Catarina

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A história do município de Barra Velha e seu desenvolvimento está ligada às atividades econômicas voltadas ao mar, como a pesca e o comércio dos produtos dela derivados, e mais recentemente, o turismo.

Estudos arqueológicos demonstram que, no período pré-colonial, povos de diferentes etnias que ocuparam esse mesmo território também possuíam forte ligação com o mar.

Atualmente, há quatro sítios arqueológicos registrados no município de Barra Velha e, desses, três são sambaquis e um se trata de uma oficina lítica.

Sambaquis são montes produzidos a partir do acúmulo de conchas, que podem atingir alturas e áreas variadas. Estima-se que os sambaquis da região do litoral centro-norte de Santa Catarina tenham sido construídos por populações pescadoras-caçadoras-coletoras entre seis e mil anos atrás.

As oficinas líticas consistem em blocos rochosos que, no passado, foram utilizados para a produção de artefatos líticos e a reativação de seu gume. Geralmente estão localizados nos costões e praias e são popularmente conhecidos como amoladores ou afiadores.

Partindo desse contexto, pesquisadores da equipe de arqueologia da Espaço realizaram estudos de avaliação de impacto ao patrimônio arqueológico na área de implantação de um empreendimento imobiliário em Barra Velha.

A área, situada nas proximidades da Lagoa da Barra Velha, apresenta alto potencial para a ocorrência de sítios sambaquis, descritos anteriormente.

Para verificar a existência de sítios na área, a equipe realizou prospecções sistemáticas de superfície e subsuperfície, por meio das quais não foram encontrados vestígios arqueológicos.

Segundo Valdir Schwengber, arqueólogo coordenador da pesquisa, esta está inserida no contexto do Licenciamento Ambiental do empreendimento e representa o cumprimento da Lei n° 3924/61, seguindo os procedimentos definidos pela Instrução Normativa 01/2015 do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan.

Ainda de acordo com o arqueólogo, as pesquisas visam evitar que sítios arqueológicos ainda desconhecidos sejam impactados pela implantação de empreendimentos e, por isso, têm caráter preventivo.

Vale acrescentar que os estudos arqueológicos desenvolvidos no âmbito do licenciamento ambiental também têm como objetivo promover a divulgação do patrimônio cultural acautelado existente nas áreas pesquisadas. Por isso, ações junto à comunidade também são realizadas, a partir do contato com os moradores e da distribuição de materiais didático informativos.
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